quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Atropelamento


Pois há quase um ano atrás descubro que estou com câncer de mama. Eu era uma paciente de cuidados paliativos, se você seguir a definição ao pé da letra.

Hoje, quase um ano depois, tratada e bem, vou começar a relatar para quem quiser ler como foi todo o meu processo de tratamento.


(Imagem: Richard Avedon)

domingo, 23 de maio de 2010

Tanto

tempo sem entrar aqui, mais de ano.
Estou sem trabalhar há cinco meses, nada de cirurgias, nem cpal.
Sabe aquelas coisas que você acha que nunca irão acontecer com você? Pois é, acontecem.

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Mas eu volto, sim.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Tempo...


Tanto tempo sem escrever, tanto tempo sem ler, tanto tempo que não reservo um tempo para mim mesma...



(imagem do filme O Signo Da Cidade)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Não sei...


ando muito emotiva. Talvez por tal motivo não tenho conseguido escrever aqui. Mas no sábado perdi dois pacientes em fase terminal e não fiquei muito bem. O trabalho foi bacana, a família foi bem acolhida por toda a equipe, mas não sei...
Ontem passei minha última visita numa senhora de 97 anos que a família resolveu levar para um asilo japonês. Ela chorava muito, não queria ir. Segurou minha mão, fez uma reverência e me agradeceu, chorando. saí do quarto dela aos prantos.
Não sei....talvez seja por causa da proximidade do final de ano. Sempre fico mais emotiva.
Não sei...
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(imagem: Vicente Santander)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Daí....


que eles não eram casados no papel, mas era o grande sonho dela.
Ele era o paciente, tinha um câncer avançado que deformava a sua face e o seu pescoço.
Daí surgiu a pergunta: - Vocês não gostariam de se casar? Poderíamos pedir ao juiz para pular alguma etapa, como os proclamas. Casariam-se no civil e religioso, pois era católicos.
Empolgação geral. Ela ficou iluminada, ele sorria acanhado.
O juiz atendeu ao nosso pedido e aceitou realizar a cerimônia sem os proclamas, pois ele estava com sua doença muito avançada e talvez não houvesse tempo.
Cabelo arrumado, foi uma correria para arranjar um vestido para ela. Não tinha nenhum. Compraram um azul e ela ficou toda feliz.
Casaram-se no civil. Ela exibia a certidão para todo mundo dizendo que agora sim era uma mulher casada.
Uma semana depois foi realizada a cerimônia religiosa. O padre foi até lá, teve bolo branco, com direito a bonequinhos de noivos e tudo o mais. Eles choraram, ela de branco, ele de terno improvisado e gravata. Ganharam as alianças dos colegas de trabalho dele. Brinde cruzando as taças. Todos felizes, tudo perfeito.
Uma semana depois ele foi dormir e não acordou mais. Não sofreu, não sangrou, não agonizou. Apenas dormiu. Para sempre.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Pausa...


Falta de histórias? Não, não foi mesmo. Foi pura falta de tempo para escrever qualquer linha. E, para minha decepção, quando finalmente venho tirar a poeira e tentar um retorno mais inspirado, leio um comentário de alguém se dizendo deprimido após ler o que eu escrevi.
Sinto, mesmo.
Muitas histórias se passaram, muitas pessoas já partiram, outras ainda partirão, com ou sem minha pesença. Et alors....eu retorno ao espaço.

Pausa...